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A ALEGRIA DO EVANGELHO PARA UMA IGREJA EM SAÍDA

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Iniciamos o mês de outubro, rico em celebrações e comemorações. Com Santa Teresinha do Menino Jesus começamos o mês das missões tendo como pano de fundo a evangelização do Brasil, quando contemplamos a missão como necessário serviço, e rumando para a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, recordaremos que a missão está no coração da fé cristã. Iniciamos também a Semana Nacional pela Vida que terá como ápice o dia do nascituro. É também o mês do Rosário, recordando a famosa vitória de Lepanto, assim como as demais celebrações marianas como Nossa Senhora de Nazaré e o jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. Olhamos também os jovens que celebram o Dia Nacional da Juventude com seu tema específico e o entusiasmo juvenil.

“Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém.  É um pensamento muito próprio para se refletir sobre a vocação missionária do cristão para este mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos envio como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt 10,16). E quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu: “Não sabeis de que espírito sois” (Cf. Lc 9,55).

A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaías, lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc 4,16-22) e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça” (Cf. Is 61,1-4).

E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instalara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz (Cf. Mt 5).

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Teresinha  foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos 24 anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra. São Francisco de Sales, igualmente, ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.

Ainda no Evangelho, diante da crítica dos fariseus, Jesus amorosamente acolhe a pecadora pública e lhe perdoa os pecados, e não reprime com exasperação o pecado dos “puros de todos os tempos”, mas os leva à conversão chamando-os ao amor (Cf. Lc 7,36-50). Assim também em outro episódio, numa ceia junto a publicanos e pecadores, o Mestre disse aos que o criticavam: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes. Ide, aprendei o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Cf. Mt 9,10-14).

O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”. O Beato Paulo VI, na “Evangelii Nuntiandi”, exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes) como programa.

O missionário, ao levar a Boa Nova a um mundo angustiado e sem esperança, ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste e descorçoado, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo. Nesse espírito o missionário, sem tergiversar sobre sua fé e sobre a mensagem, abra sua voz para “propor aos homens a verdade evangélica e a salvação em Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que a consciência dos ouvintes fará” (E.N. 80). Lembre-se: “não se abre uma rosa apertando-se o botão”.

O anúncio do Evangelho é importante, urgente, e todos nós somos protagonistas deste mandato apostólico do próprio Senhor Jesus: Ai de mim se não anunciar o Evangelho. Ser missionário não é somente uma tarefa de todo o batizado, mas a razão única para a nossa felicidade completa. A omissão na tarefa missionária é um pecado grave e devemos nos confessar para pedir a graça de sermos discípulos-missionários de Jesus Cristo.

A pregação: muitos falam que é preciso pregar o Evangelho de Jesus e com isto todos nós estamos de acordo. Mas não adianta a pregação se não vivemos aquilo que pregamos. Não adianta pregar se não temos caridade para com o irmão, ou mesmo o queremos destruir. Não adianta pregar que foi miraculado ou curado de uma enfermidade grave se impõe doenças permanentes aos corações das pessoas.

A evangelização é uma missão de toda a Igreja. O apóstolo Paulo escolheu esta necessidade como resumo de sua vida missionária: “in gentibus evangelizare”, ou seja, evangelizar todas as gentes. Assim, São Paulo nos ensina que a iniciativa da pregação não é nossa, mas um encargo que a Igreja nos confia. “Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível” (1Cor 9,19). Evangelizar e pregar o Evangelho com a nossa vida é o culto mais agradável a Deus. Vamos fazer isso de corpo e de alma!
A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária de 2017. É o mesmo tema do 4º Congresso Missionário Nacional, que aconteceu nos dias 7 a 10 de setembro em Recife (PE). Tudo está em sintonia como os ensinamentos do Papa Francisco quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes. Por isso o lema: “Juntos na missão permanente”. A Campanha Missionária acontece todos os anos no mês de outubro quando se realiza, no penúltimo final de semana, a Coleta do Dia Mundial das Missões (este ano dias 21 e 22). O mês das missões é de responsabilidade de todo cristão, que sejamos como um barco a vela nas mãos do Senhor. Deixe que Ele te guie!

Também, unidos a toda a Igreja no Brasil, participemos no dia 12 de outubro da comemoração do grande Jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Talvez nem todos conseguiram visitar o Santuário Nacional até essa data, mas fomos convidados a participar deste tempo de graça com nossas orações, e celebraremos o encerramento do Ano Mariano Nacional, suplicando pelas necessidades do povo brasileiro, e em ação de graças por todas as bênçãos que Nossa Senhora derramou e continua derramando no Brasil e na vida de cada um de nós, filhos de Maria. Em 1717, o encontro da imagem de Nossa Senhora reacendeu a fé e a esperança de muitos brasileiros e foi o início de grandes experiências com Deus e com a Virgem Maria. Em nosso tempo, a comemoração do Jubileu de Bênçãos também reacendeu em nós a fé e a esperança, pois temos uma Mãe amorosa, que nos acolhe e nos leva a seu Filho. É significativo que a imagem “aparecida” é de Nossa Senhora da Conceição. A Virgem Maria está grávida, traz no seu ventre o Filho de Deus. Por isso, ao encontrar a Imagem, os pescadores encontraram não somente a Mãe, mas também o Filho. Ao celebrar o Jubileu dos 300 anos de bênçãos, façamos uma experiência profunda com a Virgem Maria, que nos levará a um verdadeiro encontro com Jesus Cristo. Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Invocando as mais especiais e necessárias graças para a sua vida e missão, receba a minha bênção sacerdotal!

 

Padre Vanderlei Nunes




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