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As dimensões do dízimo

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Caríssimos irmãos e irmãs quero desejar a todos um excelente ano de 2017, com muita paz, amor e saúde. Vamos falar novamente sobre as dimensões do dízimo conforme as orientações e propostas do documento 106 da CNBB.

A contribuição com o dízimo é um modo de reconhecer que Deus é o Senhor de todos os bens (dimensão religiosa), de manter as estruturas eclesiais no âmbito paroquial e diocesano (dimensão eclesial) e partilhar os recursos, em vista do crescimento do Reino de Deus (dimensão missionária) e do serviço da caridade (dimensão caritativa).

O dízimo está profundamente relacionado à vivência da fé e à pertença a uma comunidade eclesial. Quando bem compreendida, à fé leva o fiel a tomar parte nos vários aspectos da vida da comunidade, experiência profunda de comunhão que se exprime na imagem do corpo.

A primeira dimensão do dízimo é, portanto a religiosa: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, a relação dos bens materiais, e com seu correto uso à luz da fé, ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

O dízimo também tem uma dimensão eclesial. Com o dízimo, o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, pelo qual é corresponsável, contribuindo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente a testemunhe. Desse modo, cada fiel toma parte no empenho de todos e se abre para as necessidades de toda a Igreja. O dízimo também oferece condições às paróquias e comunidades de contribuírem de modo sistemático com a Igreja particular, mantendo vivo o sentido de pertença a ela.

O dízimo tem uma dimensão missionária. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas. De fato, em cada Igreja particular, a comunhão com as demais está presente e atua a uma e única Igreja de Cristo. O dízimo contribui para o aprofundamento da partilha e da comunhão de recursos em projetos como o das paróquias-irmãs e do fundo eclesial de comunhão e partilha, no âmbito da Igreja Particular, e nos projetos “Igreja-irmãs” e “Comunhão e Partilha”, em âmbito nacional.

O dízimo tem ainda uma dimensão caritativa, que se manifesta no cuidado com os pobres, por parte da comunidade. Uma das características das primeiras comunidades cristãs era de que entre eles ninguém passava necessidade, pois tudo era distribuído conforme a necessidade de cada um (At 4,34-35). A atenção com os pobres e suas necessidades é uma característica da Igreja Apostólica. Ao reconhecerem a autenticidade do ministério de São Paulo, os apóstolos pediram que não se esquecesse dos pobres (Gl 2,10). A opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica e a caridade para com os pobres, é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência.

Fonte: Documentos da CNBB – 106

Adaptação: Claudir – Pastoral do Dízimo.




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