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Cantando o salmo na liturgia

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Salmo significa oração cantada e acompanhada por instrumentos musicais. Embora significando “acompanhado por instrumentos”, mesmo sem esses, deveriam sempre ser cantados, porém, bem cantados, bem preparados por aquele salmista que reúne condições para isto.

Os salmos fazem parte da sagrada escritura e formam o livro mais extenso da bíblia, totalizando 150 salmos (o saltério).

Sua origem são orações originadas na espiritualidade judaica, e desde pequeno os meninos judeus decoravam os salmos e os recitava durante as orações diárias, e Jesus como judeu praticante também conhecia os salmos e os recitava nas varias ocasiões de suas orações.

As primeiras comunidades cristãs valorizavam os salmos e suas citações aparecem em vários textos do Novo Testamento.

Na liturgia da celebração eucarística e na liturgia das Horas, os salmos se apresentam como base da Escritura e da oração em comunidade. Deve ser na medida do possível, oração cantada pela assembleia como salmo responsorial que significa”cantado em dois coros – estrofes e refrão”.

Como parte da liturgia da Palavra, o salmo deve ser proclamado no ambão e revestido de toda dignidade de proclamação da palavra da Escritura pois, o salmo faz parte da escolha especifica das leituras litúrgicas(conforme o tempo litúrgico), e não podem ser trocados por outro canto não indicado.

Se observarmos, existem dois números diferentes para o mesmo salmo, pois na tradução grega da Bíblia que originalmente é hebraica, alguns salmos foram unidos e outros desmembrados, e assim ficando a numeração hebraica um numero à frente da tradução grega, que passou para o latim, e depois, português.

Assim, o primeiro número, ou o número fora do parêntese, é hebraico, e o segundo ou dentro do parêntese, é latim. Exemplo: Salmo 23(22) ou 23/22, o salmo 23 hebraico, o salmo 22 é latim, e ambos referem-se ao “O Senhor é meu pastor”.

Os salmos não foram obra de compositores! Antes de escritos, foram vividos por um individuo, um grupo, ou um povo, sendo escritos mis tarde e conservados como “recordação das ações de Deu em favor de seu povo” (Israel), e rezados continuamente por todo o povo.

Por suas características e finalidades, os salmos podem ser divididos em cinco famílias ou gêneros:

  1. Hinos
    • Hino de louvor (19;33)
    • Salmos de realeza (93; 99)
    • Cânticos de Sião (48; 122)
  1. Salmos individuais
    • Súplica (06; 22; 31)
    • Ação de graças (32;40;107)
    • Confiança (11;16;131)
  1. Salmos coletivos
    • Suplica (44; 60; 79)
    • Ação de graças (118;124)
    • Confiança (115; 125; 129)
  2. Salmos reais ou régios
    • Ressaltando a pessoa do Rei (02; 45; 101)
  1. Salmos didáticos
    • Denuncias proféticas (50;75;95)
    • Históricos (78; 105; 106)
    • Sapienciais (37; 91; 138)
    • Liturgias (15; 24; 134)

Por ser palavra de Deus, a proclamação do salmo requer dignidade e respeito por parte do salmista. Tal como as demais leituras, o salmista deve primeiramente estudá-lo, colocá-lo na sua vida, se espiritualizar com ele já durante a semana em que antecede, ou seja, jamais vir proclamar sem estar devidamente preparado musicalmente, mas principalmente de maneira espiritual.

Sua postura diante do ambão também é de suma importância, deve ser de seguranças, nunca de desleixo, nem tão pouco com vestimenta inadequada. O ideal é que o salmista exerça no dia de sua proclamação, somente este ministério, entrando paramentado já na procissão de entrada, e permanecer junto aos leitores durante toda celebração,

Cada salmo deve expressar na melodia sua natureza, e todos devem ter a característica orante, já que trata-se de oração. Deve ter melodia simples, preferencialmente o estilo gregoriano que é a forma tradicional da música sacra.

Cantar o salmo não é cantar qualquer coisa, é intermediar com a assembleia a palavra de Deus. É ter a honra de ser na celebração instrumento de Deus, ter a honra de ser proclamador da sua palavra. Portanto, proclamar um salmo, é colocar o Dom de Deus à serviço da igreja da melhor maneira possível.

A função do salmo é enriquecer a liturgia da Palavra. Ele reaviva o dialogo da aliança entre Deus e seu povo, e estreita os laços de amor e fidelidade.

Diferentemente de outrora, a igreja hoje quer ver o povo cantando, o cantor ou grupo de canto separado da assembleia está perdendo o seu sentido.

É conveniente lembrar que os músicos em geral, cantores, instrumentistas, salmistas, são parte integrante da liturgia e por ela devem ter o zelo.

TEIXEIRA, Nereu de Castro. Comunicação na Liturgia. São Paulo: Paulinas, 2003.




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