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Iniciação à Vida Cristã

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Tema principal da 55ª Assembléia geral da CNBB, realizada de 26 de abril a 05 maio 2017

“Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para o seu seguimento ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora.” (Documento de Aparecida, 287)

A Iniciação Cristã é uma urgência para os nossos tempos

Não é mais possível nos prendermos aos métodos tradicionais. Como levar as pessoas a um contato vivo e pessoal com Jesus Cristo? Para começar é preciso uma mudança de foco. Sair da mentalidade de Iniciação Cristã como sinônimo de “preparação para receber sacramentos” para “o processo de quem quer tornar-se cristão”. E essa mudança é missão de todos nós: pais, padrinhos, catequistas, ministros ordenados, etc.

Iniciação À Vida Cristã… Porquê?

“Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio.” (Fides et Ratio, pág. 5)

O ser humano tem sede de Deus

Não basta estudar sobre o Cristianismo. É necessário um mergulho no mistério. Não se trata, portanto, de “aprender coisas”, mas de aderir a um projeto de vida.

Foi assim no começo da Igreja

A iniciação cristã com inspiração catecumenal foi a experiência de Jesus e dos apóstolos: 1º – Tudo começa com uma busca: “Que procurais?” (cf. Jo 1,38) 2º – Essa busca gera um encontro: “Mestre, onde moras?… Vinde e vede.” (cf. Jo 1,38-39) 3º – O encontro produz conversão 4º – A conversão leva à comunhão, ou seja, a compartilhar tudo 5º – A comunhão impele à missão, a buscar que outros também façam a mesma experiência 6º – A Missão leva à transformação da sociedade (cf At 4, 32-34)

Um novo tempo

Somos chamados a um trabalho exigente e emocionante! Os obstáculos do mundo moderno são uma oportunidade para promover mais qualidade e entusiasmo na missão: estamos vivendo um novo KAIRÓS. O mesmo espírito que repousou sobre Jesus estará também conosco para que tiremos das provações um santo e criativo crescimento.

Iniciação à vida cristã… O que é?

“Felizes aqueles que unidos ao Verbo Encarnado, aprendem a Dicção do Pai e prolongam, pelas mãos de Maria, o Mistério da Encarnação em todos os meios e por todos os meios. Esse é o bom combate a que somos chamados”.

Descobrir o mistério

Diante da sede de infinito, presente em todo coração humano, Deus nos dá uma resposta em Jesus Cristo: Ele é “…a chave, o centro e o fim de toda a história humana…” (Gaudium et Spes 10,2) Ele é o mediador do Reino de Deus que revela ao mundo o projeto de salvação do Pai que ama a todos. Ser cristão é participar desse mistério e comprometer-se com ele.

Catecumenato é caminho

O processo catecumenal da iniciação cristã surgiu em um momento em que a Igreja não podia contar com o apoio de uma cultura cristã na sociedade. Ele traz as etapas indispensáveis para mergulhar (batismo quer dizer mergulho) no mistério de Cristo e fazer parte da comunidade eclesial. Cada etapa desse processo atende inclusive a uma necessidade antropológica do ser humano que necessita de ritos de passagem. Com isso se quer falar do costume de fazer da celebração dos sacramentos uma espécie de “festa de despedida”. O sacramento é conseqüência de uma fé assumida e, ao mesmo tempo, é o que realimenta a fé.

Iniciação à vida cristã… Como?

“Propomos que o processo catequético de formação adotado pela Igreja para a Iniciação Cristã seja assumido em todo o continente como a maneira ordinária e indispensável de introdução na vida cristã e como a catequese básica e fundamental. Depois virá a catequese permanente que continua o processo de amadurecimento da fé…” (DA, 294)

A maturidade da vida cristã

Para atingir propomos quatro meios fundamentais:

  1. A catequese deve levar à íntima percepção do mistério da salvação, estando relacionada com o ano litúrgico e apoiada por celebrações da Palavra;
  2. Os introdutores, padrinhos e os membros da comunidade devem acompanhar todas o processo;
  3. Inserção gradativa na liturgia, ritos de purificação e bênçãos e demais celebrações;
  4. Estimular o testemunho de vida e a profissão de fé dos caminhantes;

Iniciação à vida cristã… Para quem?

“A mulher disse então a Jesus: Senhor, dá-me sempre dessa água para que eu não tenha mais sede…” (Jo 4, 15a)

Os destinatários da iniciação cristã são interlocutores

Como aprendemos em Jo 4, no encontro de Jesus com a samaritana ambos ouviram e foram ouvidos. Jesus é a nossa inspiração para considerarmos os iniciantes como interlocutores. Ouvindo-os perceberemos melhor o que precisam e o que podem nos oferecer também. Há um povo sedento e a Igreja tem a fonte de onde jorra Água Viva.

Considerar cada realidade

É preciso considerar a situação de cada candidato, escolher a linguagem apropriada para atingi-lo. A Igreja tem a missão de acolher e servir uma multidão, mas cada qual tem seu rosto, que precisa se identificado e personalizado, especialmente nos casos dos afastados, jovens, pobres e excluídos. Dada tal diversidade, o Documento de Aparecida (288) prevê duas maneiras de conduzir a iniciação à vida cristã:

  1. O catecumenato pré-batismal (para os que não são batizados)
  2. O catecumenato pós-batismal (para os insuficientemente catequizados) O modelo tradicional precisa ir mudando aos poucos para assumir um rosto catecumenal.

Iniciação à vida cristã… Com quem contamos? ONDE?

… a Igreja precisa ser uma rede de pequenas comunidades e ministérios, alimentada pela Palavra de Deus, reunida em torno do altar e animada pelo ministério ordenado”.

Os agentes da iniciação cristã

Os iniciantes têm direito a animadores, agentes, catequistas competentes e testemunhas do Reino. É fundamental um cuidado especial na preparaç4ao e acompanhamento destes, o que pode ser feito também em um estilo catecumenal. Afinal, a vida cristã como um todo implica num permanente estado de conversão, santificação, atualização, crescimento na espiritualidade, no conhecimento e na intimidade com o mistério. Lembrando que não se trata de formação apenas para os catequistas já que toda a comunidade eclesial precisa estar envolvida no processo, agindo em, por e com Cristo, na unidade do Espírito Santo.

Os sujeitos da iniciação cristã

Primeiramente se colocam como sujeitos a realidade de muitos batizados e de comunidades inteiras ainda está longe deste ideal e requer o empenho de todos. Mas há também os não-batizados que se sentem chamados à fé cristã e precisam ser acolhidos, orientados a darem seu “sim”.

Tempo

Não se deve ter pressa: deve-se esperar o tempo necessário para que os iniciantes confirmem suas disposições, manifestem a fé e apresentem os sinais de adesão pessoal a Jesus Cristo.

“A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio. A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.” (Documento de Aparecida, 29)

Fonte: Arquidiocese do R. J. – Encontro de Iniciação Cristã (2010)

Adaptação: Alceu A. Bertasso – Ministro da Palavra




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