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O Canto Litúrgico a serviço da Palavra de Deus

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A Liturgia, como exercício da função sacerdotal de Cristo, comporta um duplo movimento: de Deus para os homens, para santificá-los; e dos homens para Deus, para que Ele seja glorificado e adorado em espírito e verdade..
A participação na liturgia é de certo modo assegurada pelo canto litúrgico. O canto e música litúrgica é aquela música que a Igreja admite de direito e de fato na celebração litúrgica. Conforme o Concílio: “A música litúrgica será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver unida à ação litúrgica”. Portanto, ela é parte integrante da liturgia e não meramente um enfeite ou acessório.

O canto próprio da liturgia da Igreja é o canto gregoriano. Ele pertence ao tesouro da tradição da Igreja. Mas, aplicando o princípio da inculturação, a Igreja leva em conta a tradição musical dos povos.
Por isso, a música, na Liturgia, necessita essencialmente estar a serviço da Palavra de Deus proclamando e interiorizando a Palavra de Deus na celebração; Respondendo o apelo da Palavra proclamada. O Salmo Responsorial vinculado com a 1ª leitura, não pode ser trocado por um outro salmo ou canto qualquer. Aclamando o Evangelho antes e/ou depois da sua Proclamação e durante a Oração Eucarística; Preparando os fiéis para a escuta da Palavra de Deus. A Liturgia é um memorial no qual Deus se faz presente na comunidade e age nos ritos sagrados por meio de Cristo. Desse modo, podemos concluir que quanto mais gerais forem os textos dos cantos e menos ligados à ação litúrgica ou ao tempo e à festa, tanto menos litúrgicos eles serão.

A função ministerial do Canto Litúrgico é estar intimamente ligado à ação litúrgica que está sendo realizada. Por isso devemos sempre levar em conta o tempo litúrgico, as solenidades e as festas de preceito e assim estar em sintonia com os textos bíblicos de cada celebração, especialmente com o Evangelho, no que diz respeito ao canto de comunhão;

Não usar melodias que já foram usadas em outros textos não litúrgicos, isto é, fazendo adaptações de músicas populares, respeitar a sensibilidade religiosa do nosso povo e escolher músicas com letras e ritmos adequados ao tipo de celebração.

Que todo canto litúrgico seja querigmático, e não canto moralista. O aspecto querigmático do canto litúrgico consiste no fato de apresentar e descrever o Mistério celebrado e não de impor uma vivência ou prática moral ou cristã. Em outras palavras, o canto descreve e propõe o Mistério, a pessoa o acolhe ou rejeita, e a vivência cristã será moldada a partir da acolhida de Cristo e de seu Mistério Salvador.

Com a compreensão que temos hoje de que a celebração dos Mistérios da Fé é função de todo o povo de Deus e se processa num rico diálogo entre os ministros e a assembléia, diálogo que tem no canto o seu momento mais expressivo, podemos imaginar a importância desse ministério”. Daí a importância do ministério da música. Sua função é de apoiar e dirigir o canto dos fiéis.

Ninguém participa de uma celebração para ser admirado pela comunidade.

Animar os cantos para uma assembléia litúrgica é um serviço e uma oração. Cabe ao animador as seguintes funções:
Orientar a escolha dos cantos na celebração, de forma criteriosa e em unidade com o pároco. Elabore-se um programa conjunto com as demais Equipes de cantos da sua comunidade;

Dosar o repertório, promovendo o equilíbrio entre a tradição e a novidade, repetição e variedade, de modo que mantenha a assembléia segura nos seus cantos tradicionais e, ao mesmo tempo, contente em poder renovar o seu repertório;

Animar o canto da assembléia, de modo que faça vibrar numa só voz o canto dos refrões, as respostas ou aclamações da Oração Eucarística, sobretudo o “Santo”;

Para que a assembléia possa cantar nas celebrações, o animador jamais pode esquecer de providenciar o acesso de todos à letra do canto.

O animador deve velar para que o volume do som não seja exagerado nem abafe a voz da assembleia.
A voz da assembléia é a base de todo edifício musical de uma celebração, pois o canto da assembléia é a voz do corpo místico do Cristo, que é a Igreja (cf. Cl 1,18). A voz humana é sempre o melhor instrumento. E nós sabemos que a palavra originária de Igreja é “eklésia”, que significa “assembléia”, isto é, um povo escolhido e chamado por Deus.
O animador dos cantos ou a equipe de animação utilize o microfone apenas se necessário. Quando não há equilíbrio e discernimento no volume do microfone e dos instrumentos, comete-se um grave ato contra a Comunidade Orante, pois esta atitude encobre e cala a voz da assembléia litúrgica, que é a própria voz da Igreja reunida no amor de Cristo.

Os cantos nas celebrações são divididos em: Ordinários ou Próprios.

Ordinários: Esses cantos possuem um texto fixo e invariável, pois constituem partes fixas da missa. O texto não varia, o que pode e deve variar é a melodia, isto é, a música. Isso ajuda muito o povo, pois não precisa do folheto para acompanhar e pode cantar com toda espontaneidade. Os cantos Ordinários da missa são: Kyrie, Glória, Credo, Santo, Pai-nosso e o Cordeiro de Deus.

Próprios: São cantos que variam em cada missa, ou seja, possuem o texto próprio do domingo, do tempo litúrgico ou da festa que se celebra. Esses cantos são: Procissão de Entrada, Salmo Responsorial, Aclamação ao Evangelho, Apresentação das Oferendas e a Procissão da Comunhão.

Diretório Litúrgico Diocesano (Versão Experimental)
Adaptação: Valquiria – Equipe de Liturgia




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