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PARA QUE N’ELE NOSSOS POVOS TENHAM VIDA: “ANUNCIAR O EVANGELHO E DOAR A PRÓPRIA VIDA” (1 Ts 2,8)

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Irmãos e irmãs, como é bom entrar em contato com todos vocês, mês a mês, através deste meio de comunicação, que é o nosso jornal paroquial. E, neste mês de setembro, quero em primeiro lugar, agradecer a participação tão fraterna e fervorosa de todos, nos  eventos e celebrações do Mês da Padroeira, durante o mês de agosto e no IX Família Show (02/09). Tudo foi uma grande bênção de Jesus e de Nossa Senhora do Paraíso para nós. Quantas alegrias e vitórias marcantes!

Também, continuaremos a vivenciar e celebrar a Poderosa Quaresma de São Miguel Arcanjo, que iniciamos no dia 14 de agosto, e será encerrada no dia 29 de setembro, festa litúrgica dos três arcanjos: São Gabriel, São Rafael e São Miguel. Já estamos colhendo muitos e bons frutos desta Quaresma espiritual; mas, temos praticamente a metade de sua duração para ainda aprofundarmos. Os temas desse mês abordam a libertação espiritual dos medos, da depressão e da tristeza, das maldições e jugos hereditários e da contaminação espiritual que se origina na participação das doutrinas contrárias à fé cristã. O Senhor Jesus, pela intercessão de São Miguel, reserva muitas libertações, curas e restaurações para todos que participarem dessa grande jornada espiritual.

No mês de Setembro, em nosso Brasil, sempre se celebra o Mês da Bíblia, o mês do banquete especial da Palavra de Deus para o seu povo. Todas as comunidades, a cada ano, rezam, refletem, estudam e celebram um livro ou trecho da Bíblia. Foi escolhida para o aprofundamento e oração neste ano de 2017, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (1Ts). O tema será: Para que n’Ele nossos povos tenham vida, e o lema: “Anunciar o evangelho e doar a própria vida” (1Ts 2,8). E, qual será o porquê desta escolha da CNBB?

A Primeira Carta aos Tessalonicenses deixa transparecer o afeto, o amor e a preocupação de Paulo e seus colaboradores com a comunidade de Tessalônica, recém-fundada, perseguida e ameaçada: ternura de uma mãe “acariciando os filhos” (1Ts 2,7).  Como mãe, pai e irmão, Paulo expressa o forte laço familiar com a comunidade, sobretudo na primeira parte da carta (1Ts 1-3) e, ao mesmo tempo, orienta, encoraja e exorta seus fiéis na segunda parte (1Ts 4-5).

Uma carta repleta de amor, alegria, preocupação e exortação! Vendo o contexto no qual a carta surgiu, compreende-se o imenso desejo de Paulo de estar com seus fiéis para “acariciar” e “encorajar”. Expulsos de Filipos, da Macedônia, por causa da perseguição da autoridade romana (1Ts 2,2), Paulo e Silas (Silvano) dirigiram-se à cidade de Tessalônica, capital da província, onde fundaram a comunidade. Com a mesma ameaça, eles fugiram da cidade e partiram para Bereia, até aí os perseguiram. A perseguição só parou quando os missionários saíram da Macedônia e chegaram a Atenas, província da Acaia, outra jurisdição romana. Em Atenas, Paulo enviou seu fiel colaborador Timóteo para verificar a situação da comunidade de Tessalônica. De volta, Timóteo encontrou Paulo em Corinto, dando-lhe a boa noticia da perseverança da comunidade e também sobre a tribulação e os problemas do cotidiano (1Ts 1,6).

As tribulações eram inevitáveis! Ao anunciar o Evangelho de Jesus crucificado como Messias e Salvador, Paulo e seus seguidores ameaçavam a sociedade escravagista, controlada pela força do Império Romano com a figura poderosa do imperador, messias  e salvador (1Ts 1,5). O Evangelho teve o poder de formar a comunidade na liberdade, igualdade e fraternidade no mundo escravista. O Evangelho de Jesus crucificado estava na contramão da proposta do Império Romano. Daí a perseguição!

A perseguição atingiu duramente Paulo, seus colaboradores e comunidade, cujas vidas já eram bastante castigadas: a maioria dos membros da comunidade cristã de Tessalônica, como a de Corinto, era constituída por escravos: trabalhadores braçais sem direitos de cidadania, sofriam muito mais com a exploração, violência e humilhação (1Cor 4,11-12; 1Ts 2,9). Uma vida ameaçada! Por isso, é muito compreensível que a comunidade de Tessalônica espera-se ansiosamente pela vinda do Senhor Jesus, o dia da salvação (1Ts 5,1).

A vida ameaçada também faz parte da realidade experimentada em nossa sociedade. Basta recordar algumas notícias nos meios de comunicação: a má distribuição de renda, concentração da terra, desemprego, corrupção, violência, desastre ambiental, pobreza, fome, doenças e morte ameaçam a vida cotidiana das pessoas. Como no tempo de Paulo, os poderosos de hoje, com sua ganância e ambição estão sacrificando a vida humana e a mãe natureza (Rm 8,22).

Com afeto e preocupação, Paulo e seus colaboradores escreveram a Primeira Carta aos Tessalonicenses, para encorajar e orientar a comunidade que estava ameaçada (1Ts 1,3). É necessário fortalecer a perseverança da comunidade com a fé ativa, o amor fraterno e a esperança teimosa, como o motor na caminhada, rumo a realização do projeto de Jesus crucificado e ressuscitado: Para que n’Ele nossos povos tenham vida.

Que o estudo e a meditação da Primeira Carta aos Tessalonicenses renovem nossas comunidades cristãs, para que elas sejam, em um mundo no qual a vida está ameaçada, sinal do projeto do evangelho de “Jesus crucificado” e assumido por Paulo e seus colaboradores: reino de justiça, igualdade e fraternidade e, sobretudo, do amor solidário com os crucificados de hoje.




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