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Santo do Mês – José de Anchieta, O Apóstolo do Brasil

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José de Anchieta é um modelo para todos os tempos, para uma nova evangelização no poder do Espírito Santo e com profundo respeito a quem nos acolhe, a quem é chamado também a ser inteiro de Jesus.

A vida extraordinária de São José de Anchieta está marcada por seu amor à Eucaristia, seu ardor missionário e sua nobre luta para guardar a castidade. Conheça as histórias de seu apostolado no Brasil e os milagres e maravilhas que ele realizou nesta Terra de Santa Cruz, levando à fé um incontável número de pessoas.

Uma vida direcionada para o ensino e o sacerdócio. É assim que podemos resumir a trajetória do Padre José de Anchieta. Tendo, em sua origem, a ascendência nobre pela parte do pai, e judaica pelo lado materno, Anchieta foi levado para Portugal para que tivesse formação intelectual e não sofresse as mais intensas perseguições do Tribunal do Santo Ofício instalado em terras espanholas.

A sua ida para os domínios lusitanos aconteceu quando tinha 14 anos idade, mesma época em que estudou filosofia no Colégio das Artes pertencente à Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, ingressou na Companhia de Jesus para participar no processo de expansão do cristianismo em terras americanas. Ao ingressar nesse “exército da fé”, exerceu inicialmente a tarefa de celebrar várias missas ao longo de um mesmo dia.

Sua vida agitada e a entrega total aos afazeres religiosos comprometeram a sua saúde, reclamava constantemente de dores na coluna e nas articulações. Obedecendo ao conselho dos médicos da época, Padre Anchieta veio para o Brasil acompanhando a esquadra que trouxe o governador-geral Duarte da Costa, em 1553. Já no primeiro ano instalado no ambiente colonial, o devotado clérigo participou da fundação do primeiro colégio de São Paulo de Piratininga.

Outra interessante ação tomada por Padre Anchieta ao chegar às terras brasileiras está relacionada ao seu interesse em conhecer mais profundamente a língua dos nativos. Em pouco tempo, percebeu que as línguas faladas por várias tribos tinham uma mesma raiz formada por aspectos semânticos, gramaticais e vocabulares em comum. Seu interesse pelas letras também se manifestou na produção de uma extensa obra que incluía a elaboração de poesias, sermões, cartas, peças teatrais religiosas e a produção de uma gramática intitulada “Arte de Gramática da Língua Mais usada na Costa do Brasil”. Essa preocupação com a língua era de essencial importância para a consolidação do projeto evangelizador dos jesuítas, sendo que textos e apresentações artísticas eram produzidos na língua nativa como forma de facilitar a conversão ao cristianismo.

Além de dar aulas para seus irmãos de Companhia, Anchieta, em um prazo de três anos, aprendeu tão bem a língua tupi que escreveu uma gramática. A catequese que dava às crianças era tão eficaz, que elas começavam a fiscalizar os seus pais para que eles não pecassem: desenvolveu-se nas tribos indígenas uma verdadeira “infância missionária”. Porém, tamanho sucesso na evangelização era sempre acompanhado de muita prudência. Quando os indígenas, influenciados pela pregação dos jesuítas, lhe pediam o batismo, sempre procurava observar a sinceridade e a solidez de seu pedido, para que não acontecesse que eles, tendo recebido o batismo, voltassem aos seus velhos costumes pagãos.

José de Anchieta, bem como o padre Manuel da Nóbrega, está ligado à fundação das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Durante o período em que viveu em terras brasileiras, Anchieta andou bastante pelas regiões que hoje correspondem aos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Anchieta alcançou o cargo de Provincial, o mais alto posto da Ordem de Jesus, que havia sido desocupado após a morte do Padre Manuel da Nóbrega. A partir de então, o padre José de Anchieta andou por toda extensão do território colonial orientando as atividades das várias missões jesuítas espalhadas pelo Brasil.

José de Anchieta, em razão de seus trabalhos prestados em favor da expansão do cristianismo nas Américas, ficou conhecido como “apóstolo do Novo Mundo” e “curador de almas e corpos”. Em 1980, foi beatificado pelo papa João Paulo II após o desenrolar de um lento processo de investigação. Segundo os autos, Anchieta havia operado o “milagre” de converter três pessoas ao cristianismo em um mesmo dia.

Hoje, olhando para a vida deste santo homem e para a sua canonização, não se deve pedir senão que o Brasil volte à sua vocação; que os jovens encontrem nele um modelo de castidade e busca de santidade; que os seminaristas o imitem sendo estudantes dedicados; que os padres copiem seu ardor missionário, sua humildade e sua sede insaciável pelas almas; e, enfim, que São José de Anchieta, do Céu, rogue por nós. Que a sua mão, que erguia o crucifixo e apaziguava os selvagens, apazigue também o nosso coração selvagem, a fim de que nós, evangelizados como verdadeiros católicos, correspondamos à altíssima vocação de nosso país.

São José de Anchieta rogai por nós!

Fonte: Portal de Pesquisas Temáticas e Educacionais, Canção Nova, Arautos do Evangelho.




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