O Rosário surgiu por volta do ano 800 d.C., nos mosteiros. Como conhecemos hoje (depois de ser entregue a São Domingos Gusmão) é dividido em três partes, com 20 mistérios – cinco gozosos, cinco dolorosos, cinco luminosos e cinco gloriosos (cada um lembra as chagas de Jesus).
Cada mistério tem 10 Aves-Marias, lembrando os 10 Mandamentos de Deus, um Pai-Nosso, um Glória e jaculatórias, pedindo a intercessão de Jesus, Maria e santos.
No início, faz-se o sinal da cruz, o oferecimento da oração, e reza-se um Creio, um Pai-Nosso e três Ave-Marias. Ao final de cada terço, pode-se rezar ainda a Ladainha a Nossa Senhora – sequência de invocações à santa, e os agradecimentos.

O objetivo do Rosário é meditar e contemplar, a cada passagem, a vida de Jesus e Maria. Os mistérios gozosos são rezados nas segundas-feiras e sábados, os dolorosos nas terças e sextas, os gloriosos nas quartas e domingos, e os luminosos nas quintas-feiras.
Em 1572, o Papa Pio V instituiu “Nossa Senhora da Vitória” como uma festa litúrgica para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto, que marca o fim da expansão islâmica sobre o Mediterrâneo. A vitória foi atribuída a Nossa Senhora, por ter sido feita uma “procissão do rosário” naquele dia na Praça de São Pedro, em Roma, para o sucesso da missão da Liga Santa (República de Veneza, Reino de Espanha, Cavaleiros de Malta e Estados Pontifícios) contra os turcos otomanos, no oeste da Europa.
Após as reformas do Concílio Vaticano Segundo (1962-65) a festa foi renomeada para Nossa Senhora do Rosário e tem a classificação litúrgica de memória universal, comemorada no dia 7 de outubro, aniversário da batalha.
Para responder à crueldade da guerra, o Papa Francisco incentivou a oração pela conversão e pelo fim da Guerra da Ucrânia, pela situação em que se encontra o país, com o aumento do número de mortos, feridos, de pessoas torturadas. Recordou o exemplo de Jesus durante a Paixão, que não permanece vítima de insultos, de torturas e da crucificação, mas testemunha a coragem de dizer a verdade, de estar próximo das pessoas, para que estas não percam a coragem.
Vera Sargo (PASCOM)